12/01/15

Afinal é fácil ficar apaixonado

Grande agitação anda no New York Times desde sexta por causa de um tema querido: como é que as pessoas se apaixonam? É o top das visualizações e está certo que assim seja, pois é justo que o amor seja fácil de encontrar. Há uma fórmula para isso.

O que diz o artigo é que ficar apaixonado afinal é fácil. Implica um certo empenho de parte a parte e tomar uma decisão activa de deixar que isso aconteça. Depois, tem muito a ver com intimidade, ou seja, com a possibilidade de baixar um bocado as defesas e conversar sobre temas cada vez mais íntimos e que não fazem parte das perguntas que normalmente se fazem às pessoas.

São 36 perguntas. Só isso. E são perguntas boas, que nos fazem pensar, e que são muito melhores do que qualquer inquérito de revistas femininas. As perguntas que levam a que duas pessoas se apaixonem estão todas aqui. Um bom ensinamento é começar a dizer às pessoas de quem gostamos o que é que gostamos mais nelas.

A intimidade é que já me parece mais difícil de criar, especialmente a partir da altura em que se torna difícil ter umas horinhas para gastar sem mais nada para fazer - estou a pensar naquele tempo absolutamente inesgotável que tínhamos na escola secundária ou na faculdade. Em tempo livre, em condições filosóficas em que toda a gente está disponível para prescrutar o próximo... Mas eles dizem que basta pouco tempo, apenas 45 minutos.

O jornal, mais o estudo de Arthur Aron que cita, diz que para ficar apaixonado por alguém basta fazer isto. Se funcionar com alguém, contem por favor. Estou super curiosa.

17/12/14

O que é que se dá a quem já tem tudo?

"I thought about giving you a pen, but you already have one. Then I thought about giving you a house, but they are so difficult to wrap..."
A frase é um dos momentos que sei de cor do filme "Música no coração" - e está na altura de passar novamente na televisão, por isso é sempre apropriado.
Há pessoas para quem acho muito fácil comprar prendas. Os pequenitos e alguns grandes. E depois há uns que são difíceis. Já sabemos que as coisas não nos acrescentam, são experiências que devemos procurar e oferecer. Mas no Natal (e nos anos) há uma certa margem para oferecer coisas. E a escolha é difícil.
Just saying...

16/12/14

A história das molas

Quando era pequena se calhar devia ser um bocado snob, porque torcia o nariz ao cesto das molas da casa dos meus pais. Havia molas de todas as cores e feitios e eu achava que as molas deviam obedecer a um qualquer conceito estético. Isto é, tinha de haver uma lógica estética além da sua singela existência funcional de evitarem que a roupa voasse da corda. Por isso, lembro-me de convencer a minha mãe a comprar molas todas iguais, todas da mesma cor e, pelo menos durante um tempo, houve harmonia no cesto das molas.

Em minha casa, hoje, cada mola é de sua nacionalidade.