17/06/15

O preço das coisas ou porque é que o Estado tem que "laissez faire laissez passez"

Na sexta, fartinha de um dia inteiro de trabalho, despeguei a cadeira do corpo e apanhei um táxi na praça aqui ao pé. Em indo sozinha vou a pé, porque é um passeio purificador, mas já passava das 20h20 e tinha uns quantos esfomeados em casa à espera do jantar.
Por favor, porque o senhor perguntou para onde eu ia como quem diz "se for para um sítio que não me dê jeito não vou" e eu respondi a medo porque não havia mais táxis na zona, lá me levou até casa. O táxi era um nojo, daqueles mesmo sujo e para lá de malcheiroso e daqueles que se fosse um carro particular era de certeza proibido de circular.
O que é que incluiu a viagem? Descer uma rua, subir outra, fazer uma rotunda e descer mais uma rua e estamos lá. Na rotunda apercebi-me que o taxímetro não estava ligado. Quando parou o carro disse, "pronto são cinco euros". E eu, xiça, cinco euros, isso é quase mais caro do que o jantar. E disse "cinco euros e nem ligou o taxímetro, isso é que é. Ora boa tarde".
Eu sei que isto só confirma uma coisa: é que eu devo ser, pronto, estúpida, mas volto ao princípio do desabafo - "na sexta, fartinha de um dia inteiro de trabalho e com uns quantos esfomeados em casa à espera do jantar", you get the picture.
Hoje, num Uber, a mesma viagem mas ao contrário, num carro novo, a cheirar bem, com um condutor civilizado, foram 2,90 euros.
Não quero saber das regulações, não quero saber desta iniciativa do Estado que bloqueia a vida aos privados. O que é que os táxis têm mesmo a ver com o Estado? É que não consigo perceber. E, na realidade, não quero perceber. Quero pagar o preço justo por uma viagem e um serviço bom.
Desculpem que isto vai longo. "Laissez faire, laissez passez. Le monde va de lui même". Não chateiem.

04/05/15

Nova Iorque a crescer

Aquelas pessoas que dizem que as crianças a crescer é o que nos faz velhos - algo em que prefiro nem pensar - devem ver o vídeo do New York Times de Nova Iorque a crescer. Está verdadeiramente bom.

Uma miúda que percebe da vida

Não me lembro quando vi pela primeira vez, presumo que tenha sido no blogue da Joanna Goddard ou no da Swiss miss, mas esta miúda, Gemma Corell - não sei se é mesmo uma miúda ou se é uma velhota com jeito para o desenho -, percebe da vida.

Alguns dos muitos cartoons sobre a vida moderna que a miúda fez:
Porque é que o teu millenial está a chorar?
Maldições modernas
Novos tipos de penteados para raparigas novas

Dias de ténis

Tivemos quase uma semana de dias aproveitados para ver uns bons jogos de ténis. O EstorilOpen acabou ontem e teve dias e noites animados e jogos bem emocionantes. Com bilhetes a partir dos 5 euros. Os miúdos adoraram. A repetir.

29/04/15

Músicas que cantamos no carro, a cair nas 8h

Pedindo desculpa pelos eventuais anúncios, dos quais nos obrigam a ver um pedaçinho até chegar ao glorioso skip ad, há músicas que são mesmo fixes para cantar no carro. A cair nas 8h, a levar os miúdos à escola, aos berros, opcionalmente de janelas fechadas. Sem saber a letra, adivinhando alguns refrões, com sorte frases inteiras. Porque faz sentido, porque é em português, porque é bom.

"E agora?", Mikkel Solnado e Joana Alegre
"O desfado", Ana Moura
"Às vezes", dos D.A.M.A.

31/03/15

Coisas que me fazem tanta confusão como a mudança da hora

- as marés e as pessoas que conseguem saber sem ter de pensar o que é a preia-mar e o que é que isso quer dizer para o surf ou para a pesca;
- as feiras que funcionam no terceiro ou no primeiro domingo do mês. Nunca sei quando são;
- os câmbios. Pago sempre muito mais do que estava a pensar que ia pagar;
- a mudança da hora. Eu sei que está no título, mas esta nem que me expliquem muito devagarinho como se tivesse cinco anos. Fico sempre sem saber se ganho uma hora ou se perco uma hora ou, sequer, o que é que isso quer dizer;
- fusos horários. Lá são mais duas ou menos duas horas?
- as pessoas que conseguem resistir a gomas e chocolates (respect);
- os medicamentos que têm de ser tomados em grupos de quatro ou de cinco e cada um com uma posologia e uma hora diferente para tomar;
- as línguas que não sei falar e o filtro que imagino entre mim e esses faladores de línguas estranhas, que me permite ficar a olhar para eles a tentar perceber de que raio de sítio vieram sem que eles me vejam (veem);
- pessoas que não sabem jogar ao jogo "se tivesses de adivinhar, qual seria a história das pessoas que estão a passar por nós?";
- as pessoas que não gostam de jogar a jogos parvos, de quantos-queres para cima, e de responder a questionários parvos de revistas;
- as regras do futebol, do cricket e do futebol americano;
- ...